Buenos Aires tem vida pulsante. Dia e noite, não importa, há milhares de opçoes culturais, intelectuais, sexuais, mágicas e assustadoras. Todas fazem sentido. Muitas delas justamente na falta de sentido que oferecem aos transeúntes ávidos por absorver a todos os milhares de ritmos.
Isso mesmo: Buenos Aires tem ritmo. Todos os ritmos e músicas - a bravura das notas que desafiam e estampam os subtes da cidade sao sensacionais. Mulheres bem arrumadas e com uma aura de charme além da compreensão e os exeplares masculinos mais bonitos que já vi "en vivo". Ônibus decorados a moda dos motoristas. Luta interminável para conseguir moedas para desfilar nas locomotivas que cruzam a cidade e acompanham o ritmo alucinado do trânsito bonairense durante as 24 horas do dia.
Os ipês amarelos e roxos que plantam suas pequenas flores no asfalto quente formam mais uma das imagens que se enraízam nas cabeças e planos de "logo voltarei" de todos os turistas que visitam esta cidade.
Buenos Aires não é uma cidade: é um paraíso que ninguém pode ou quer esquecer.
Os cafés, as sacadas cheias de plantas, a saudade do instante que acabou de passar e fica preso na memória e nos corpos dos que aqui visitam ou vivem. Buenos Aires é físico e deixa marcas corporais evidentes.
As pessoas que não se encantam com el buen aire que corre solto por aqui não são dignas de confiança. A cidade da cerveja gelada, dos cafés calientitos e dos helados frios fica para sempre. Não há como fugir daqui.
E mesmo quando a gente vai embora, Buenos Aires vai com a gente. Nos pulmoes e na cabeça / coração, como preferirem.