domingo, 11 de outubro de 2009

salir

el perfumen del lugar ha cambiado. quizás mi propio perfumen haya cambiado también. seguro que si.
pero volver es siempre volver a otro lado. no al mismo, ya que todo es distinto a todo segundo, a todo minuto.
ya no sé quien es amigo, quien no es. lo que soy yo y donde debería estar. ya no sé donde me llevarán mis pisadas y donde esta mi pasado.
la verdad que ese discurso me esta agotando y creo que salir de mi sería lo mejor.
eso: salir. el mundo es mio y yo acabo de nacer.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

e eu continuo aqui.

o jogo terminou. o jogo terminou e dentro de mim ficou um vazio forte e grande que tento preencher com coisas e pessoas que sei de antemão que não chegarão perto da plenitude de não te ter. porque quando tudo era indecisão, palavras imaginadas e certeza de incertezas o coração batia forte, quase pulava pra fora de mim. agora não. tu me deixaste com a certeza de que somente eu posso me aguentar. o pior é que nem eu aguento. tu não existe mais nas minhas possibilidades, ao mesmo tu tempo tu nunca deixaste de ser uma impossibilidade.
o jogo terminou e eu continuo aqui. continuo esperando, torcendo, fazendo mandinga pra ver se alguma coisa muda, se de repente tu acorda, me puxa pela mão e me leva junto pra onde quer que tu vá. tu és uma eterna ameaça.
acho que eu iria contigo. talvez eu até desistisse no meio do caminho. talvez quando a impossibilidade virasse fato certo eu deixasse de acreditar em mim e no que eu quis.
no fim das contas esse é o discurso de uma eterna insatisfeita. não quero as coisas que são fáceis, que estão gritando aos meus ouvidos.
.
.]
.
.
.
.
o jogo terminou.

domingo, 13 de setembro de 2009

pela saudade que insiste em bater




quinta-feira, 5 de março de 2009

tu.

era em ti que eu pensava enquanto eu
morria.
era em ti.
sempre em ti.

será que alguma vez tu
pensa?
tu lembra com saudade
de tudo que a gente podia ter sido e não foi?
a gente se encaixa tão bem em tantos
clichês
que chega a ser patético.
o que eu sinto por ti pulsa
tão forte dentro mim ainda.
nenhum caso sério meu
jamais chegou aos pés do eu queria ter sido
contigo.
algumas coisas entre nós
não funcionam, é verdade.
mas porra,
a gente podia ter tentado mais.

vamos pegar aquele

balão

de que tu tanto falava?
a gente voa pra bem longe.
contigo eu vou pra
qualquer lugar.
pra qualquer onde.
não,
engano teu:
não sou submissa.
mas sabe, eu me pergunto
por que
eu ficava te escutando falar
durante horas
de outras
enquanto tu tava comigo.

COMIGO.
tu falava de outras
quando tu tava comigo
e isso é quase imperdoável.

mas eu continuava morrendo.
hahahahaahahahaha.
eu morria
e tu
assistia
ao espetáculo da minha morte.

assistia fumando um cigarro,
bebericando
com certo ar de descaso um uísque
- sempre achei que essa fosse
a bebida dos grandes dramas -,
jogando as cinzas dentro
do teu cinzeiro novo.

tu nem me olhava.
nunca entendi tua
falta de atitude.

nunca entendi
por que tu me deixou
morrer.

porque quando eu morri pra nós eu renasci em outros lugares.
e deixa eu te avisar: tu
também morreu um pouco quando eu morri.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

.

"porque literatura, amizades, tortura e vinhos precisam de tempo. muito tempo."
gerald thomas

.

oquei, eu deixo a minha porta aberta. mas ó: se o vento dos teus temporais acabar fechando ela, daí tu vai ter que bater.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

...

Os dedos acelerados entoam notas criando melodias, disfarçando dramas, musicando comédias e exacerbando nas lágrimas. dedos acelerados lutam de escárnio, de desespero e brincam alegrias. pés cansados fingem-se casados pra não perder o ritmo e para aumentar o desespero da espera.
à janela ela fica. tristinha, sozinha, esmiuçada.
ouriçados os dois se mentem, se escondem como num jogo de palhaços assustados pelo tamanho do nariz vermelho que carregam bem ali: no centro da cara.
as mãos aceleram os braços, que fingem um abraço apertado - apertado de encontro - , mas não tanto "pra não sufocar".
ela agradece aos seus deuses, que no fim são sempre ela mesma, menina dos deuses próprios.
ele se esconde nos becos da cidade com garrafas de bebidas baratas - porque as caras não convém.
cada um escolhe uma frase e uma flor para si. é sempre mais fácil coincidir na flor, porque as frases são sempre muitas e a ânsia é sempre tanta...
daí os dois se isolam em reticências e permanecem ali, no centro de si mesmos.